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Passei a ter contato com a obra Jorge Bodansky muito recentemente, mas o curto espaço de tempo foi suficiente para que eu desenvolvesse grande admiração pelo cara. Poderia ficar horas fazendo comentários sobre o trabalho desse documentarista, porém, o quê faz coçar minha mente agora foi provocado por Pandemonium.
Este documentário foi produzido para ser exibido no COP-15, em dezembro do ano passado, na tentativa de provocar uma reflexão aprofundada sobre o meio-ambiente. Pela postura dos principais líderes envolvidos na Conferência, tenho certeza que o filme não nos causou o mesmo impacto...
Sobre o documentário em si, gostaria apenas de destacar a perfeita harmonia entre imagem e audio, que deixa a mensagem e a semente da dúvida ser facilmente plantada na cabeça de qualquer ser pensante que o assista.
O que me intriga, e aí é fazendo uma reflexão sobre o turbilhão de informações que recebemos no dia-a-dia sobre o tema, é a incapacidade que temos em entender que O PLANETA NÃO ESTÁ EM RISCO!
O planeta terra, em seus 4,5 bilhões de anos, já passou por diversas transformações muito maiores do que as que vemos atualmente: derretimento das calotas polares, aumento no nível do mar, aumento da temperatura média e blá, blá, blá.
Já passou por grandes eras glaciais, já foi um caldeirão de vulcões em erupção, assim como viu terra firme emergir e submergir ao longo do tempo. Então já está mais que na hora de acabar com o papinho de "salve o planeta"! Mesmo que uma dia a Terra deixe de existir, what´s the fuckin problem, planetas surgem e são destruídos a cada segundo no universo, será apenas mais um...
É chegada a hora de enfiarmos na cabeça que o que estamos fazendo é simpleste criar condições que impossibilitam a existência de vida humana (e de mais alguns seres vivos que conhecemos)por aqui. Simples assim...E sob um olhar frio e evolucionista, no big deal men, outras espécies surgirão.
Resumindo, pare de pensar que se preocupar um pouco com o meio-ambiente e adotar práticas sustentáveis é um favor que se faz ao planeta ou à natureza, fuck that! O que estamos fazendo é na verdade um grande SUICÍDIO COLETIVO.
Estamos nos matando. Somos, ao mesmo tempo, assassinos, cúmplices e vítimas. Somos algozes de nós mesmos. E daqueles que ainda nem nasceram.Da raça humana.
E o que eu proponho? Reconhecendo que a característica mais marcante da nossa espécie é mesmo o egoísmo, sugiro que assim continuemos a ser. Egoístas, e não burros. Entendamo-nos como um só povo, e defendamo-nos a si próprio, com garras e unhas, até o fim, já que o que está em risco é nosso próprio umbigo e que ninguém vai nos salvar.
Mas insistimos em não entender que os vermes que nos hão de comer não se importarão em saber se tínhamos TV, celulite, carro do ano ou uma gorda conta bancária.
E vamos ser varridos do imaginário deste planeta até que um dia nossos fósseis deêm origem ao combustível que vai impulsionar o incrível desenvolvimento econômico de uma nova raça ambiciosa que ruma ao seu próprio fim...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
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fantástico
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