sexta-feira, 27 de agosto de 2010

37 MILHÕES!!

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37 MILHÕES!! Acabo de descobrir que a megasena acumulou 37 milhões de reais. Essa imensa quantia foi, por alguns minutos, tema de discussão aqui no trabalho. A tradicional pergunta veio da boca da minha chefe: "E o quê fazer com tanto dinheiro?"
Falamos um pouco sobre as infinitas portas que se abrem quando se tem tal fortuna e também levantamos alguns problemas que vêm junto com o prêmio. Tipo aquelas histórias que ouvimos no jornal,assassinato, briga de família, sumiços repentinos e todo o tipo de tramóia pensada pela inveja que o dinheiro causa. Após eu indicar alguns "poréns" sobre se tornar um milionário do dia pra noite, o câmera gentefiníssima daqui da TV lançou´: " São só esses os problemas? Então eu assumo o risco!". E todos nós caímos na gargalhada..
Mas eu fiquei com isso na cabeça. Não com o quê fazer com essa grana, pensamento que aliás merece um texto. Fica pra próxima. O quê encucou mesmo foi pensar que não são poucas as pessoas que vivem esperando o dia de ganhar na MegaSena. O dia em que finalmente poderão sair de vez de suas vidas e viver uma outra, uma vida em que se pode tudo, em que se é feliz!
Que triste cara... Tanta gente querendo ser outro tipo de gente. Mas por quê? E por quê levar uma vida na qual não se sente bem? Parte da resposta todos nós sabemos de cor e salteado, mesmo que quase nada façamos para mudar...A velha história da desigualdade, da falta de oportunidade de se viver a vida que se quer levar. E é aí que está e não está o problema que quero tratar. A falta de oportunidade é sim um câncer social, que cresce dia após dia e mata aos poucos as últimas partes humanas dessa raça que domina o planeta Terra, mas isso é tema pra outro dia, agora não. Agora quero pensar a segunda parte daquela sentença, "...A VIDA QUE SE QUER LEVAR".


Por quê 37 milhões significa tanto pra tanta gente? Por quê acreditar que é aí que está a resposta de tudo? E se você chegar lá e não encontrar a tal da felicidade? Quando foi que nos convenceram que TER é sinônimo de RIR? Quem nos ludibriou com esse absurdo épico?
Ao mesmo tempo em que me indigno com a incapacidade de ver além dos desejos materiais da sociedade atual não entendo como culpa-la e, pior ainda, não vejo uma saída.
Por quê não vemos em cada esquina uma loteria do amor? E por quê não desejamos 37 milhões de amigos (de verdade, não aqueles que só querem saber o quanto temos no banco)?...

...queria muito continuar escrevendo, mas enquanto não ganho meus 37 MILHÕES preciso voltar ao trabalho.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quase Morte, ainda vivo! uuuff



Várias vezes ouvi falar daqueles relatos de pessoas que passaram por experiências de quase morte. Eles variam de pessoa para pessoa, mas quase sempre envolvem aparições de parentes já falecidos, visões da épica luz no fim do tunel e o famoso "filme da vida que passa em segundos". Confesso que nunca soube no que acreditar e que, definitivamente, nunca tive vontade de descobrir o que realmente rola. Hoje, porém, digo que quase, e graças a deus posso dizer essa palavra, QUASE cheguei lá.

A história é longa e não sei se consigo explicá-la. Basta dizer que envolve um skate, uma rua que mais parece uma montanha russa de parque de diversões e, é claro, o fator humano, eu, rolando rua abaixo e deixando um tanto de carne no asfalto. Um olhar pra trás...e confesso que este movimento, que deve ter sido executado em milésimos de segundo, pareceu levar uma eternidade. Eu não senti o impacto com o solo, nem ouvi o som do skate espatifando na calçada, não.. toda minha percepção estava nos olhos, à procura de um farol veloz e próximo, a luz no fim do túnel que, por qualquer explicação inexplicável, não apareceu. Ufffffff... AINDA VIVO!!! - até meus pensamentos tremiam...

Ainda não me caiu a ficha de que podia não estar mais por aqui. Que bobeira perder a vida num episódio como esses. Nossa como ia machucar minha mãe. Aliás, algo do que sobrou na minha memória do momento que acabo de narrar me diz que antes de olhar pra trás pensei nela...
Pior de tudo é o que me fez estar lá, naquele momento, descendo aquela morra de asfalto, naquela hora da tarde/noite.Vontade besta e recente de desafiar as normas, de quebrar a rotina, de sentir as coisas...

Ai ai,a ocasião bem que pede um texto mais longo, uma reflexão sobre a dádiva que é viver...mas chega de escrever, vou curtir a vida que ainda vivo. Ufffff...