
Várias vezes ouvi falar daqueles relatos de pessoas que passaram por experiências de quase morte. Eles variam de pessoa para pessoa, mas quase sempre envolvem aparições de parentes já falecidos, visões da épica luz no fim do tunel e o famoso "filme da vida que passa em segundos". Confesso que nunca soube no que acreditar e que, definitivamente, nunca tive vontade de descobrir o que realmente rola. Hoje, porém, digo que quase, e graças a deus posso dizer essa palavra, QUASE cheguei lá.
A história é longa e não sei se consigo explicá-la. Basta dizer que envolve um skate, uma rua que mais parece uma montanha russa de parque de diversões e, é claro, o fator humano, eu, rolando rua abaixo e deixando um tanto de carne no asfalto. Um olhar pra trás...e confesso que este movimento, que deve ter sido executado em milésimos de segundo, pareceu levar uma eternidade. Eu não senti o impacto com o solo, nem ouvi o som do skate espatifando na calçada, não.. toda minha percepção estava nos olhos, à procura de um farol veloz e próximo, a luz no fim do túnel que, por qualquer explicação inexplicável, não apareceu. Ufffffff... AINDA VIVO!!! - até meus pensamentos tremiam...
Ainda não me caiu a ficha de que podia não estar mais por aqui. Que bobeira perder a vida num episódio como esses. Nossa como ia machucar minha mãe. Aliás, algo do que sobrou na minha memória do momento que acabo de narrar me diz que antes de olhar pra trás pensei nela...
Pior de tudo é o que me fez estar lá, naquele momento, descendo aquela morra de asfalto, naquela hora da tarde/noite.Vontade besta e recente de desafiar as normas, de quebrar a rotina, de sentir as coisas...
Ai ai,a ocasião bem que pede um texto mais longo, uma reflexão sobre a dádiva que é viver...mas chega de escrever, vou curtir a vida que ainda vivo. Ufffff...
credo menino, poe um capacete!
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